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sábado, 17 de outubro de 2015

Reflexões diurnas



A lua chega toda noite, trazendo com ela os problemas do mundo. Ela traz os seus? Os meus, tenho certeza. Basta a escuridão tomar conta do quarto que todos os meus anseios se tornam vívidos, como se a luz do sol fosse a única responsável por mantê-los afastados. E não adianta ligar o abajur não, viu? Os problemas não são bobos e sabem muito bem diferenciar a iluminação artificial da natural. A questão não é nem a chegada deles, já que isso é impossível evitar. O negócio é que a solução não gosta de dar as caras enquanto o céu azul não aparece. Quando está de bom humor, aparece também nos dias nublados, mas n.u.n.c.a à noite. À noite é proibido por lei, seja ela qual for. São intermináveis horas pensando em tudo aquilo que está errado na sua vida, e sem absolutamente nenhum propósito. São coisas que você não pode resolver naquele instante, talvez nem no dia seguinte, mas são esses que circundam a sua cabeça e te tiram o sono. Algumas vezes são as lágrimas que acompanham, outras, é a raiva. Mas a calma (ou o sono, o que vier primeiro) mesmo só vem quando o amanhecer está próximo. Ó abençodo "dia seguinte", que trazes contigo a paz perdida pelo longo período que o antecedeu! Tudo parece tão simples de se resolver que quase sinto vergonha pelo dramalhão que meu cérebro fez na madrugada. Dizem que o tempo resolve tudo e eu, particularmente, já comprovei essa frase muitas vezes na minha vida. Mas não existe forma mais simplória de mostrar que esta afirmação está correta do que com este exemplo que dei aqui. Ser paciente não é um dos meus maiores dons, mas mesmo assim o meu aconselho para todos que encontro é: A paz reside na paciência. Eu juro.

P.s: Uma oração ajuda muito nesses momentos. Não sei se é Deus que nos dá solução no dia seguinte, mas tenho certeza que ele faz parecer que o dia amanheceu mais rápido quando a gente pede.

domingo, 19 de abril de 2015

Algumas maneiras de se encarar a vida

Uma semana terminou e a outra já começou. Praticamente nada está diferente, só o seu desejo de que estivesse. A frase "a vida passa muito rápido" é constantemente falada, mas raramente compreendida da maneira como deveria ser. Quando analisamos o quanto nossa vida mudou (ou não) dentro de um ano, percebemos o quanto somos capazes de desperdiçar nosso tempo com quase nada de aproveitamento. O fato de gostarmos da nossa rotina contribui muito para isso, mas temos também o medo, a falta de dinheiro, a insegurança e a saudade incluídos na lista de motivos para fazermos a mesma coisa, todos os dias. Para mim, o que influencia mais é a falta de dinheiro, com uma pitada de amor pela minha rotina.
Acho que quero coisas demais ao mesmo tempo, o que me faz ficar ansiosa e frustrada em alguns momentos da minha vida. Sou feliz por ter um emprego, por ter uma família saudável, por ter um teto sob a minha cabeça e, principalmente, por ter encontrado o meu noivo. Mas eu queria poder casar com ele, queria ter uma casa com ele, queria viajar com ele e, quando voltasse,ter um emprego que eu amasse me esperando. É o sonho de quase todo mundo, não é? Tudo é uma questão de prioridades. Por mais que você deseje adicionar determinados fatores a sua bibliografia, no fundo, tem sempre algo que toma à frente no quesito importância. Talvez não seja voluntário, pode ser alguma obrigação (como pagar o aluguel ou a conta de luz), mas não muda o resultado final: você não vai viajar, casar ou ter uma casa este ano.
O principal aqui é chegar a conclusão de que você tem que ser feliz independentemente de ter que adiar seus sonhos, porque o tempo que você passar lamentando a sua distância deles não vai fazer com que eles se aproximem mais rápido, somente vai deixar um rastro de incontáveis dias resultados em nenhuma boa memória para guardar com carinho.
Quando dizem para agrdecer todos os dias pelo o que você tem e conquistou até agora, não estão falando necessariamente de fé. Você pode não crer em um poder soberano que controla a vida, o universo e tudo mais, e ao mesmo tempo, ser grato por ter tido bons resultados nas suas batalhas diárias. Pensar "eu tenho isso porque fiz por merecer" nem sempre se aplica. Quantas pessoas fazem de tudo para conquistar um objetivo e morrem na praia? Você chegar na praia vivo já é uma vitória para se agradecer. Senão para Deus, agradeça a si mesmo por ter tido essa força extra te impulsinando para conseguir sair do "mar" respirando.
Todos nós temos dias em que a fraqueza vence e só encontramos do que reclamar, mas uma de nossas funções como seres humanos deveria ser se esforçar para que os dias de agradecimento sejam mais frequentes que os dias de lamuriações.
Às vezes, quando os piores problemas passam, podemos nos lembrar de como dramatizamos aquela situação, correndo o risco de ficarmos até envergonhados. Eu, com certeza, me envergonho.
Quando o desespero bate (e ele é uma visita insistente, que muitas vezes não quer ir embora), procuro pensar que amanhã é outro dia e que Deus vai sempre fazer o impossível se fizermos o possível. Certifique-se sempre de fazer o que pode. Se você não fizer, quem vai fazer por você?

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Coração frio, sangue quente


Não sei se é de conhecimento geral, mas Truman Capote era escritor (algumas vezes, roteirista) e passou a maior parte da vida escrevendo contos que eram publicados periodicamente em jornais e revistas de Nova York. Apesar de ser autor de cinco livros, tornou-se especialmente conhecido por “A Sangue Frio”, publicado em 1966 e escrito em uma fase em que sua vida profissional não ia muito bem. Foram quatro longos anos trabalhando nesta obra, e o resultado não poderia ser melhor.
Talvez, ao ler uma simples sinopse do livro, sejamos ludibriados e levados a crer que “A Sangue Frio” conta somente a história do assassinato da família Clutter e que fim levaram os acusados deste crime, e é aí que descobrimos o nosso mais sincero engano. Capote não se contentou em ler sobre o crime e conversar com algumas testemunhas. Ele foi até a cidade Holcomb, no oeste do Kansas, onde os assassinatos ocorreram, junto com sua amiga de infância, Harper Lee. Sem nenhuma pressa, entrevistou os amigos e conhecidos de Herbet Clutter, de sua perturbada esposa, Bonnie Clutter, e de seus dois filhos mais novos, Nancy e Kenyon Clutter. Não satisfeito, também procurou psicólogos que avaliaram o perfil psicológico dos assassinos Richard “Dick” Hickock e Perry Smith, e como se não bastasse, conversou com os próprios.
O livro narra como o crime abalou aquela pequena cidade e seus habitantes, formada em grande maioria por fazendeiros e agricultores. Os Clutter eram muito respeitados, e Herb tinha uma grande e bonita propriedade, onde empregava várias pessoas da cidade. Eveanna e Beverly Clutter, suas filhas mais velhas, haviam se mudado de cidade depois que saíram do ensino médio para iniciar suas vidas adultas, e foi isso que as salvou. Capote conta os eventos como se tivesse acompanhado de longe (mas não muito) Hickock e Smith desde de quando optaram pela vida de crimes até sua execução em 14 de abril de 1965.
Descobrimos, no decorrer da história, que é possível ter um pouco de compaixão por Perry Smith, apesar de suas atitudes hediondas. Uma boa explicação para isso é que Hickcok é descrito com uma personalidade muito pior, com uma quantidade de motivos bem menor para desenvolver àquele tipo de comportamento, se é que existe no mundo algum motivo plausível para cometer um assassinato. Dizem às más línguas que Truman Capote teve um pequeno envolvimento romântico com Smith, o que esclareceria este favoritismo disfarçado.
Acompanhamos os detalhes da morte da família Clutter da maneira menos mórbida possível, temos acesso a testemunhos, exclusivos ou não, de diversos moradores de Holcomb. Sabemos como os detetives responsáveis pelo caso conduziram algumas partes de sua investigação, como foi o julgamento dos assassinos e traçamos, juntos com Capote, todo o percurso realizado por Smith e Hickcok, já que a vida deles foi bastante agitada antes e depois do crime.
A história é envolvente, e mesmo com alguns momentos um tanto cansativos, não permite que você vá dormir sem ler “só mais um capítulo”. O livro é baseado em um crime real, que foi amplamente pesquisado, mas não deixa de ter um pouco de fantasia.  Alguns testemunhos foram enfeitados de acordo com o gosto do autor, o que deixou seu trabalho mais atraente, diga-se de passagem.
Se indicar não for suficiente, cabe a mim exigir que todos leiam este livro. Senão pelo tema da história, que seja pela arquitetura da mesma. Toda a investigação, verificação de fatos e o empenho em saber mais sobre o acontecimento já poderiam ser considerados louváveis, mas Truman pegou os fatos e teceu uma rede literária capaz de aprisionar até mesmo o mais exigente dos leitores. Não é a toa que Capote é considerado o pioneiro do jornalismo literário, já que produziu com admirável maestria, este livro que se já não é, deveria ser eternizado.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Despair

Incrível como, as vezes, ficamos extremamente descontrolados e achamos que tudo dá errado na nossa vida. Criticamos tudo que acontece conosco, nos revoltamos, falamos que vamos desistir.
Eu mesma sou fera na categoria desespero. Tenho fases onde eu amaldiçôo todos os deuses pelas coisas que não estão indo lá muito bem. Mas quando tudo começa a entrar nos eixos, a se acertar, eu olho para trás e concluo que eu sou, definitivamente, ridícula. Hahahahaha.
Sim, porque só uma pessoa meio esquisita iria reclamar tanto quanto eu reclamo, gente. Tudo bem que na época que eu escrevi aquelas coisas, o mundo estava desabando na minha cabeça (ao meu ver), então até que dá pra pensar que está ok toda aquela dramatização. 
Hoje, eu agradeço muito a Deus (ou aos deuses), porque estou em uma fase muito boa da minha vida.
Consegui um estágio legal, passei no exame prático da auto-escola, as aulas na faculdade estão muito boas, e apesar de alguns apesares, não posso reclamar de nada.
Por isso que acho tão legal toda essa facilidade para escrever e publicar tudo o que você quer em blog's, dessa forma você pode comprovar que, realmente, nós passamos por fases. Momentos bons e ruins que chegam e vão embora com a mesma destreza. 
Sei que daqui pra frente, há a grande possibilidade de estar novamente naquele momento de desespero, onde tudo vai parecer desmoronar, que vou pensar que não tenho saída dos meus problemas, vou pedir aos céus por uma ajudinha básica, e ficar esperando o milagre acontecer. O bom é que muitas vezes ele realmente acontece. Quando eu coloco na balança, vejo que o peso positivo da minha vida é muito maior que o negativo, e eu só tenho a agradecer por isso.
Nem vou começar com aquela lenga-lenga sobre como existem pessoas infelizes, vivendo na miséria no mundo, com dificuldades muito maiores que a minha... Sabe por quê? Porque eu já sei disso, você sabe disso, não há uma única pessoa que não tenha consciência disso. Na verdade, TEMOS que ser bem cientes dessas situações. Porém, nunca iremos conseguir ignorar nossas adversidades desta forma, por menores que elas sejam perto da fome mundial, das tsunamis e dos furacões.
Veja bem, temos que lidar com os nossos obstáculos todos os dias, e seria ótimo se aprendêssemos a não entrar em pânico com tudo que surge na nossa frente e não conseguimos resolver de imediato, mas, a verdade verdadeira é que nunca vamos conseguir realizar este feito. Nem adianta negar, no fundo do seu coração você sabe que estou falando a realidade.
Então, vamos simplesmente nos concentrar no nosso despair, chorar e descabelar... Porque quando a tormenta chega ao fim, só resta alívio e felicidade. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Da série: Filmes que encantam!



Sempre fui fã de filmes europeus, talvez por influência da minha família que tem o hábito de descobrir ótimas e desconhecidas histórias nas locadoras de vídeo. 
"Intocáveis" é um filme maravilhoso, indicado pela minha amada avó. Nele, acompanhamos o desenrolar da amizade de dois improváveis companheiros. Philippe (François Cluzet) é um francês muitíssimo rico que, após um grave acidente, torna-se tetraplégico. Na busca por um assistente que o auxilie nas tarefas diárias - como banho e alimentação-, acaba contratando Driss (Omar Sy), um jovem de classe baixa que não tem a mínima experiência neste ramo, mas parece ser o único que não o trata o tempo todo como um incapacitado. 
Ver como esse relacionamento progride faz com que você se apaixone cada vez mais pelos personagens, que apesar de viverem em mundos completamente diferentes, se conectam de maneira tão profunda.
Passamos o filme todo esperando que alguma tragédia aconteça, porque em longas desse gênero sempre tem algum acontecimento infeliz acaba por nos pegar desprevenidos. Mas, com uma agradável surpresa, descobrimos que o final não traz lágrimas de tristeza aos nossos olhos.
Baseado em fatos reais e inspirado nos livros escritos pelos verdadeiros Philippe e Omar, não há maneira de explicar de forma simples o quanto eu gostaria que todo o mundo tivesse a oportunidade de assistir a esta obra prima do cinema francês.
Gostaria que existisse algum tipo de projeto que incentivasse as pessoas a conhecerem filmes franceses, espanhóis, britânicos, de outras nacionalidades além dos típicos filmes americanos e nacionais.
Existem histórias encantadoras pelo mundo, mas de alguma forma estamos presos as obras padrões produzidas pela mega indústria hollywoodiana (que não deixa de fazer filmes bons, mas nos limita as suas produções).
Bom, fica aqui a dica de um dos melhores filmes que já assisti e que com certeza vai ficar para sempre no meu mural dos favoritos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Torre Negra - Volume III - As Terras Devastadas



Este é apenas o terceiro livro da coleção "A Torre Negra", mas foi exatamente neste volume que Stephen King me conquistou. O primeiro e o segundo foram bons, mas o terceiro é sensacional.
Neste, finalmente o ka-tet Roland, Susannah, Jake e Eddie estão unidos como um só, tirando que acrescentaram o animalzinho "Oi", um trapalhão que supera os limites da fidelidade e inteligência.
Lançado no Brasil em 2005 (quatorze anos após sua estréia nos EUA), o livro inteiro é repleto de momentos em que você acha que será o ápice da história, mas aí acontece outro  e  mais outro, até o fim do livro os pontos altos continuam sendo alcançados.
Tensão, ansiedade, alegria e tristeza, todos os sentimentos misturados no decorrer das linhas, te prendendo à cada palavra ali escrita.
Apesar das criaturas fantásticas existentes no Mundo Médio, as semelhanças com o nosso mundo (nos anos 60 e 80) está em todos os lugares, inclusive nos sinais de uma Guerra Nuclear que "aconteceu" no futuro, já que o mundo "seguiu adiante".
Roland, o personagem principal, tem um "quê" de anti-herói, mas a maior parte dele é de um verdadeiro herói, sem nada de "anti". Essa mistura faz com que o fato de o adoramos supere o fato de que, às vezes, temos uma pequena raivinha dele. Todas suas ações tem um propósito e uma razão, sempre explicadas de alguma maneira no decorrer da narrativa.
Passamos todo o tempo esperando que algum dos personagens principais morram de alguma forma, pois é deixado claro que isso provavelmente vai ocorrer. Isto poderia fazer com que não gostássemos deste livro, mas King escreveu de maneira tão cativante, que esta característica considerada negativa por vários leitores, tornou-se mais um atrativo para esta coleção.
A minha primeira impressão sobre os livros deste tão renomado autor (ator, roteirista, diretor, produtor) não foi muito boa devido à um livro dele que comecei a ler e não gostei muito, chamado "L.O.V.E", então comecei essa série com um pé atrás. Li o primeiro ("O Pistoleiro"), li o segundo ("A Escolha dos Três") e o amor fi crescendo, enfim se estabelecendo por completo neste terceiro volume.
Se você gosta de literatura estrangeira, de mundos mágicos, criaturas fantásticas, de faroeste (sim, porque tem bastante sinais deste estilo, inclusive o próprio Roland tem um tanto de John Wayne) e muito mais, vai gostar imensamente desta série de livros.
Pode ser que você já comece a amar desde o primeiro, pode ser que deteste-o, mas não largue e leitura antes de terminar o terceiro livro, pois é neste que a aventura do grupo de Roland realmente começa e aparecem novas e interessantes ameaças.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Livro - Os Últimos Anos de Marilyn Monroe



Imagine Norma Jeane, não Marilyn Monroe. Linda, com um histórico familiar extremamente desagradável. Esqueça tudo que você acha que sabe sobre a vida pessoal dela, porque muitas mentiras foram contadas e distribuídas pela mídia (nada simpática) dos anos 50 e 60. Eu, que sempre me considerei uma fã convicta da atriz, me surpreendi em diversos parágrafos deste livro.
Ela teve três maridos e foi fiel do início ao fim dos casamentos. Claro que durante os períodos em que estava solteira, teve alguns namorados conhecidos (como Frank Sinatra) e outros nem tanto, mas jamais teve nada com com Robert (Bobby) Kennedy apesar do que disseram as más línguas da época.
Ela vivia em um círculo social elitizado e ficava muito bêbada com frequência devido a mistura do álcool com os vários remédios que tomou por toda a sua curta vida. Em uma dessas festas regadas a champagne, conheceu JFK. Este, que era famoso pela vadiagem com mulheres bonitas, tinha osteoporose e terríveis dores nas costas, o que limitava muito os movimentos que o presidente podia fazer ser sentir uma dor enorme. Além de outras doenças que carregava, JFK era um homem muito fraco fisicamente, o que não o qualificaria para amante de nenhuma mulher, quem dirá da belíssima e fogosa Marilyn Monroe? John era infiel à sua esposa sim, mas muitas das moças que estiveram em sua cama disseram que de quente ele não tinha nada, que tudo era muito rápido e que sempre saíam insatisfeitas dos encontros secretos com o "Mr. President". Marilyn e ele tiveram sim uma noite juntos, somente UMA noite. Descrita como "embaraçoso", este encontro custou a  Monroe uma fama imerecida. Norma Jeane admirava tanto John quanto Robert pelas suas atividades políticas, e se esforçava muito para absorver todo o conhecimento que podia de seus encontros sociais com ambos os Kennedys. Anotava tudo que podia em uma caderneta, e nunca imaginaria que este bloco de papéis seria um fator tão decisivo em sua vida. Apesar de ser uma leitora árdua, tinha todas as falhas que uma mulher bonita como ela estava permitida a ter: sempre estava atrasada, gastava muito dinheiro (não só com ela, era extremamente generosa até mesmo com quem não merecia), detestava o fato de envelhecer e tinha diversos problemas tão enraizados em sua mente que nunca conseguiu superá-los.
Nunca teve um controle muito grande em nada durante sua vida, e o mesmo aconteceu em sua morte. Marilyn estava se consultando com dois médicos (um deles responsável por vários péssimos conselhos dados à atriz) ao mesmo tempo, e os próprios profissionais não sabiam da existência do outro.
Em seu último dia de vida, Marilyn havia tido péssimos momentos, havia discutido ferozmente com Robert Kennedy (por motivos que você só saberá se ler o livro) e estava particularmente estressada. Foi para seu quarto, colocou seu roupão, tomou seus remédios... e começou a se sentir mal. Ligou por ajuda mais de uma vez, mas a única pessoa que atendeu a ligação à tempo pensou que era somente mais um drama da mulher, que sempre tinha um desses pronto na manga. Desligou o telefone e disse que ligaria para ela no dia seguinte. Ela não teve um dia seguinte. Entrou em coma e logo todos os órgãos entraram em falência e, em menos de uma hora, a vida daquela pessoa tão meiga e cheia de amor havia chegado ao fim.
Ela sempre foi uma pessoa com um temperamento difícil, mas bondosa e amorosa com todos que passaram por sua vida. Morreu devendo muito dinheiro, com uma reputação indigna e nem quando à encontraram estirada no chão de seu quarto, foi tratada com respeito.

Este livro, além de ser uma leitura maravilhosamente agradável, contêm informações valiosíssimas pra quem sempre admirou a beleza de Marilyn Monroe. Depois de lê-lo, vai apreciá-la também pela sua delicada personalidade.


Informações Adicionais:
Título: Os Últimos Anos de Marilyn Monroe - A Verdadeira e Chocando História
Autur: Keith Badman
Editora: Benvirá
Preço: R$: 38,20
Sinopse e Compra: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4043965/os-ultimos-anos-de-marilyn-monroe