Pages

terça-feira, 13 de novembro de 2012

E agora, José?

O incrível é que, quanto mais você tenta ajudar uma pessoa que você ama, mas você acaba se prejudicando. Fui ajudar meu namorado com uma coisa, e por alguns meses senti como se realmente tivesse feito algo para melhorar a situação em que ele se encontrava naquele momento, e ao mesmo tempo estava relizando uma conquista pessoal. Só que o tiro saiu pela culatra, pois para ajudá-lo, eu precisava da ajuda da minha mãe, que é psicologicamente instável. Depois de quatro meses tudo começou a dar errado, minha mãe não queria mais me ajudar e eu não podia continuar fazendo aquilo sozinha, e só depois de muito choro e muita briga eu consegui convencê-la de adiar o veredicto dela por mais um mês. Claro que, para que isso acontecesse, tive que prometer a ela determinadas coisas que não estavam sobre o meu controle, mas no desespero do momento pensei que em trinta dias eu conseguiria resolver este problema. Falei com o meu namorado a respeito, contei sobre a data final que minha mãe tinha dado para que eu solucionasse a questão, ele disse que ia ver o que podia fazer e que ia falar com o pai dele pra tentar resolver, e eu fiquei tranquila, já que ele é uma pessoa que sempre consegue o que quer.
E aqui estou eu, com minha mãe gritando na minha cabeça falando que só faltam quinze dias pra data combinada e que nada tinha sido resolvido, e culpando meu namorado por isso. E meu namorado bravo com a minha mãe, achando que tudo é culpa dela e que ele não pode fazer nada a respeito, que ele vai até resolver a situação mas não vai dar pra ser no dia que minha mãe quer, que não depende dele e sim de outra pessoa, e que ele não pode recorrer ao pai dele já que tinha feito isso para resolver outras questões pessoais.
Sim, é de dinheiro que estou falando. Um dinheiro que não fui eu quem usei, mas sou eu que estou pagando o pato.
Sei que a culpa na verdade é minha, que eu não tinha nada que ter me metido nesse assunto, mas agora já é tarde para lamentar. Estou seriamente pensando em pedir um empréstimo e pagar eu mesmo essa dívida, só pra não ter que ouvir essa amolação.
Porque se eu disse pra minha mãe que vai demorar mais do que o esperado, ela vai um barraco tão grande, e vai querer brigar com meu namorado, vai brigar comigo, vai ligar pra família dele e pra minha, tudo isso por uma quantia que nem é tão terrível assim. E meu amado não quer falar com ela, porque disse que se fizer isso, eles vão acabar brigando.
Enfim, não tenho a quem recorrer. Se eu ao menos ganhasse na mega sena...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Muita história, poucos anos


Uma pessoa pode esconder muitos detalhes de si por baixo de um sorriso, e diferentemente de como todos supõe, nem todos estes detalhes são ruins. Muitas vezes, por trás daquele rosto aparentemente comum, você acaba descobrindo alguém muito interessante. Mais vezes ainda, você descobre como os outros te julgam pelo modo que você se veste, sem nem titubear ao te nomear com algum estereótipo.
Eu tinha treze anos quando resolvi que mudaria de estilo. Decidi que eu ouviria, vestiria e sentiria o rock and roll todos os dias a partir daquele ano. Tinha cabelos longos, então cortei na altura dos ombros. Comprei tênis de skatista, camisas de bandas, troquei meu nickname no mirc (bate- papo online da época) para “Lalá_hxcx”, porque agora eu era hardcore. Ao mesmo tempo em que sofria essas mudanças, o casamento do meus pais estava entrando em crise, porém, nunca relacionei minha transformação pessoal com os problemas matrimonias que eles viviam na época. Hoje em dia penso que, inconscientemente, posso ter sido mais afetada pelas brigas do que eu imaginava.
No ano seguinte, meus pais se divorciaram. Não me preocupei muito, pois sempre pensei que era melhor que eles se separassem do que ficarem discutindo constantemente. Eu e minha mãe nos mudamos para casa da minha querida avó, e apesar de amá-la muito, era extremamente desconfortável morarmos nós três  juntas, mais o meu avô e nossas duas cadelinhas da raça poodle. Coincidentemente (ou não), comecei a ter problemas na escola neste mesmo período, e quis mudar de colégio. Na minha cidade natal, Juiz de Fora, a maioria das instituições de ensino são católicas, e assim era na minha nova escola. Lá, conheci minha melhor amiga, Luiza. Juntas, pintamos uma parte de nossos cabelos de cores vivas, ela de azul, e eu de rosa. Enquanto ela manteve o tom azulado, eu mudei para o vermelho e depois para loiro, e quando já estava quase toda loira, pintei tudo de preto, embora isso tenha sido uns dois anos mais tarde.
Até aos dezoito anos, vivi intensamente. Fiz muitas amizades, algumas verdadeiras e outras nem tanto assim. Conheci pessoas de cidades distantes, e com  isso tive a oportunidade de ir visitá-las e explorar outros cantos do país. Conheci meu primeiro namorado (com quem fiquei por quatro anos, entre idas e vindas), experimentei a maravilhosa sensação de comparecer ao show de uma banda que eu era fã, e tive a oportunidade de conferir com meus próprios olhos como a “Galeria do Rock”, em São Paulo, só tinha produtos para roqueiros ricos. Claro que cometi alguns erros, fiquei bêbada com aqueles vinhos de quatro reais e entrei em uma boate com carteira de identidade falsa, mas acho que meu anjo da guarda é forte porque nada de ruim me aconteceu. Ao contrário do que grande parte da população pensa, os roqueiros não são drogados. Claro que conheci algumas pessoas que eram usuárias de substâncias ilícitas, mas não era porque escutavam músicas com um som mais pesado, e nem por isso tive curiosidade de experimentá-las. Para mim, que tive uma boa estrutura familiar e sempre tive muito juízo, nunca foi um mundo atraente. O que mais me incomodava era o jeito que as pessoas me olhavam só porque eu me vestia diferente, ou que me julgavam uma drogada só porque eu e meus amigos fazíamos parte de uma turma que tinha cabelos coloridos. E quando veio a moda emo então? Aí é que sofri bullying mesmo (embora naquele tempo este tipo de situação não tivesse nome). As pessoas não sabiam diferenciar os tipos de integrantes do mundo do rock, portanto, qualquer menina que usasse lápis de olho e cabelos coloridos era emo.
Quando completei dezenove anos, tudo mudou. Optei por uma mudança total de estilo, novamente. Renovei meu guarda roupa, resolvi que iria clarear os cabelos e que só usaria salto alto (o que necessitou de um bom tempo de prática). Conheci meu atual namorado em um site sobre Harry Potter no qual eu era editora, e depois de um ano me mudei para cidade dele, São José do Rio Preto, onde moro com a minha mãe e faço faculdade de jornalismo (e futuramente, um curso de moda também). Agora raramente bebo e meus lugares favoritos são o cinema e alguns restaurantes.
Agora com vinte e um, quem olha pra mim não acredita que eu já tive piercing no lábio (o que acarretou um silêncio de trinta dias do meu pai) e no nariz, que usei “alargadores” nas orelhas, que eu tinha o cabelo cor de rosa e que amo ler. O que restou daquela época? Ainda gosto das mesmas músicas, minha estante de livros cresce cada vez mais, assim como minha paixão por filmes e seriados (sou cinéfila de carteirinha), continuo semi vegetariana, não sei viver sem meu lápis de olho e minha cor favorita ainda é preto.
Tudo o que vivi adicionou uma grande quantidade de conhecimento para minha bagagem emocional, e quando olho para trás não tenho nenhum arrependimento. Sei que ainda sou jovem e que muitas coisas irão acontecer, mas sei que apesar das muitas palavras negativas que ouvi nesses anos que passaram, sinto que agora estou exatamente onde deveria estar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Laziness

Outro dia, li uma reportagem no jornal local falando da falta de filmes legendados sendo exibidos nos cinemas da cidade. Mas, por incrível que pareça, o jornal parecia favorecer aos filmes dublados.
Tudo bem, entendo que algumas pessoas possam ter dificuldades em acompanhar as legendas, ou se distrair com a leitura e não conseguir prestar atenção nas imagens... Só que o problema é a aniquilação de filmes legendados que está prestes a acontecer. Para mim, o nome disso é preguiça. Principalmente nos dias de hoje, onde precisamos estar em contato com o inglês mais do que nunca, já que a maioria dos filmes que vão para os cinemas são gravados nesta língua. Balançar a bandeira dos filmes dublados por puro sentimento nacionalista é uma desculpa esfarrapada para pessoas desleixadas quando o assunto é qualquer tipo de leitura. Não conheço muitas pessoas que gostam e tem o hábito de ler, e alegam que preferem filmes dublados.
Enfim, nossa sociedade precisa adquirir rapidamente o gosto pela leitura, é extremamente triste saber que pouquíssimas pessoas tem esta paixão pelas letras.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Complicadamente falando

Cheguei a conclusão que a amizade é superestimada. Sim, faz bem pra você ter amigos com quem sair. Mas o que você realmente precisa é de alguém que te ame e te respeite, alguém com quem conversar seja fácil, alguém com quem você não precise ter medo de expressar um pensamento por já saber que o outro irá criticar. Esta pessoa pode ser seu namorado... desde que ele seja seu amigo também. Não são muitos os que tem a sorte de encontrar um namorado que também seja seu melhor amigo, mas graças a Deus, eu fui uma desses sortudas. Como disse no post anterior, eu nunca tive facilidade em fazer amizades, acho que devo ser uma pessoa difícil... ou talvez não era pra ser mesmo. Ter colegas com quem conversar sobre diversos assuntos é o suficiente.
Não estou desmerecendo a amizade que algumas pessoas constroem e mantêm durante a vida, apenas penso que alguns de nós não somos capazes de realizar este feito. Amizades são ótimas, mas você não vai morrer se não tiver o elenco de "F.r.i.e.n.d.s" à sua volta.
Tudo bem, eu não estou a beira da morte, ainda tenho alguns anos pra mudar minha opinião, quem sabe eu encontre para mim algumas amizades eternas... mas acho que até agora, isso não aconteceu.
Amo as poucas amigas que tenho, sinto muito carinho por todas as outras que já passaram pela minha vida ocupando o lugar de "melhor amiga" no meu coração, mas neste exato momento, essa vaga não existe mais.
Meu namorado tem mais coisas em comum comigo do que qualquer pessoa que eu possa ter conhecido na vida (deve ser um dos motivos pelo qual ele é meu namorado), logo, não preciso de mais ninguém para alimentar o sentimento "amizade" por aqui. As coisas que por acaso não dê pra falar com ele, como sobre algum seriado que assisto e ele não, ou livro que li e ele não, eu posso dialogar com algumas meninas da minha faculdade, que são ótimas colegas quando não se trata de assuntos referentes à instituição de ensino.
Amizades como nos filmes, livros e seriados, só existem lá. No mundo da fantasia. Provavelmente este é um dos motivos que mais atraem os leitores/telespectadores para este tipo de falsa realidade. Não duvido que existam algumas casos por aí de amigos inseparáveis, mas creio que estes são bem raros.
Talvez eu só esteja meio desiludida com todo o conceito de amizades.
Posso estar completamente enganada, por isso mantenho minha mente aberta para alterações neste tópico.

Friendship

Sempre tive dificuldade em fazer amigos, mas nunca me faltaram alguns em quem confiar. A minha amiga mais antiga não tem nenhum gosto parecido com o meu, mas sei que com ela nunca me faltará um abrigo ou um conselho. As vezes sinto vontade de ter algumas amigas a mais, só para ser que nem naqueles filmes e seriados americanos. Lá, as meninas se conhecem ou desde pequenas, ou desde a faculdade, e a partir daí nunca mais se separam. Ao mesmo tempo, sei que mesmo não tendo muitas amizades, o que realmente vale é ter alguém pra te apoiar e apontar seus erros quando você precisa. Meu namorado é meu melhor amigo, e sei que com ele sempre vou ter um porto seguro. Ele, ao contrário de mim, tem muita facilidade em se comunicar com as pessoas, e todos gostam dele logo de cara. Contudo, ele também não possui uma coleção de amigos e tem pouquíssimas pessoas com quem contar.. ele diz que, talvez, só seja possível confiar em si mesmo. Sendo assim, não sei ao certo se ser comunicativa me traria boas amizades, pois isso não aconteceu com meu namorado. Então será que simplesmente temos indivíduos destinadas a entrar e a sair das nossas vidas, mas que em alguns casos nunca saem? Dizem por aí que as pessoas com quem mais temos afinidade nesta vida, foram próximas de nós em vidas passadas. Se isso for verdade, meu problema em me relacionar com os outros já é bem, bem antigo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bad times

As vezes me pergunto se existe algum tratamento efetivo para baixa autoestima. Não ter nascido bonita como gostaria, nem com dinheiro o suficiente para me "fazer" bonita realmente me incomoda.
Tenho um namorado que me ama e sempre diz que sou bonita assim, como sou... mas eu não me sinto assim. Já passei por situações onde o simples fato de ter que me vestir pra sair de casa me deixava triste, porque eu sabia que nada que eu vestisse ia me deixar do jeito que eu gostaria de ficar (milagres não existem né?).
Quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, ficava meses e meses sem sair com minhas amigas, só indo pra escola e voltando pra casa... não tinha a mínima vontade de ficar exposta às pessoas. Até hoje, tem dias que acordo me sentindo tão feia que não queria nem ter que ir ali na padaria. Quando me perguntam o que gosto em mim, eu nunca sei o que responder porque não acho nada em mim bonito. Eu nem mesmo gostava de tirar fotos porque eu sabia que iam ficar ruins.. de cem fotos, costumo gostar de no máximo cinco entre todas elas. Um dia, sonho em ganhar bem o suficiente pra poder modificar as coisas que mais me incomodam, e ver se enfim vou ter alguma paz de espírito. Sei que parece fútil e superficial quando digo isso, mas só eu sei o que se passa dentro de mim. Muitas pessoas não entendem, acham que é frescura... mas o inferno pessoal que vivo todos os dias por causa disso me prejudica bastante.
Admiro muito todos que tem auto confiança, que se garantem... que não se importam com este tipo de coisa, gostaria demais de ser assim também.
Me sinto muito mal com isso, porque sei que tenho que agradecer a Deus todos os dias por não ter nascido deficiente, fisicamente ou mentalmente.
Quero um dia poder me vestir pra ir a um lugar sem ficar me sentindo mal com qualquer roupa que eu coloque, tirar fotos sem ter a certeza de que ficou horrível, comer algo sem sentir tanto peso na consciência..
Peço por força de vontade pra correr atrás de todas essas modificações, porque sabemos que quando algo nos deixa triste, fica difícil acreditar que é possível conseguir o que desejamos. Que pelo menos eu consiga não pensar desta forma, que todas as coisas que me incomodam passem a não importar mais.
Quero me sentir bem comigo mesma, para poder me sentir bem com o resto do mundo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ocasiões oportunas.

Há alguns meses atrás recusei uma oferta de estágio que era realmente boa. Não aceitei por dois motivos, o primeiro foi porque minha mãe resolveu ir pra São Paulo comprar roupas e acessórios pra revender e queria minha ajuda nisto, e segundo porque tive um pouco de medo de não conseguir realizar as tarefas que seriam propostas pra mim, já que seria meu primeiro emprego. Mas garanto que o que mais pesou foi o fato de ter que auxiliar a minha mãe nas vendas dela.. mesmo sabendo que eu não tenho talento nenhum pra vender nada pra ninguém. Hoje, me arrependo muito, e infelizmente a minha vaga naquele estágio já foi ocupada. Preciso urgentemente de uma outra oportunidade, e espero que Deus me forneça uma. Rezo todos os dias para ter a capacidade de tomar as decisões certas quando estas chances aparecerem na minha vida.
Apesar de alguns problemas que enfrento em minha vida, sei muito bem que outras pessoas passam por situações mil vezes piores, e embora minhas dificuldades pareçam enormes em momentos de crise (ao ponto de me tirarem o sono), quando analiso a situação com mais calma, vejo que tudo pode ser resolvido. Tenho medo de não conseguir lidar com estágio, faculdade e namoro e ser bem sucedida nestes três quesitos. Amo demais meu namorado, e sei que vou casar com ele. Gosto bastante do meu curso na faculdade, e quero tirar e manter boas notas nele. E o estágio é muito importante pro currículo de quem quer ter um bom emprego. Talvez eu não ter aceitado aquele estágio signifique que apesar do meu desejo de realizar todas essas tarefas (o que muitas pessoas fazem com muito sucesso), eu não estava/estou preparada para isso. Talvez, tudo aconteça por uma razão, mesmo que na hora ela não esteja muito clara para você.. ou talvez isso seja só uma desculpa que quero dar pra mim mesma por ter deixado a maldita vaga daquele estágio passar.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Barulho

Não me importo nem um pouco com futebol, mas se tem uma coisa que me deixa realmente brava é o barulho insuportável que os torcedores fazem quando seu time faz um gol.
Tem gente que nem liga muito pra este esporte, mas quando decide sentar pra ver um jogo, acha que pra fazer parte da "sociedade dos torcedores" tem que girtar muito alto. Sempre levo susto com essas coisas e, como se não bastasse, existem os rojões. Por que eles tem que soltar rojões, meu Deus, por quê?
E os palavrões? Sim, porque além dos gritos de felicidade, há tembém os berros de indignação! Estes variam entre "seu filho da puta" até "juíz desgraçado" e polúi ainda mais o ambiente.
Enfim, eu gostaria MUITO que houvesse um botão de mute incluído no corpo humano. A vida não seria muito mais agradável?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Something happened

Incrível como uma pessoa chega aos 21 sem a mínima noção de quem ela realmente é.
Imagine uma pessoa que se adapta à quem ela conhece. Ela gosta das coisas que os amigos do momento gostam, ela fala do jeito que eles falam, pensa do jeito que eles pensam.. ela mente tanto, que se perde nos números de histórias inventadas, e acaba se desmentindo porque já não se lembra mais qual era a mentira que havia contado.
Você quer salvar essa pessoa do mundo imaturo e fantasioso que ela construiu pra si, mas ela já não é mais tão próxima.
Agora, ela convive com pessoas com uma visão do mundo muito tortuosa, e se tornou uma delas.
Ela não vai te ouvir... no máximo vai discutir com você, e se não quiser perder sua amizade, vai voltar 3 dias depois como se nada tivesse acontecido, mas nada do que você disse pra ela foi absorvido.
Você vê aquela pessoa que você gostava tanto, se tornando outra.. completamente diferente, e teme que um dia ela não possa mais bancar o camaleão e simplesmente se torne aquilo ali, aquele ser que você não reconhece... e então, já era.
Ela já conheceu pessoas que à decepcionaram, e eu realmente creio que foram estas pessoas que a tornaram o que ela é agora. Uma cópia de alguém, com apenas um cisquinho da real identidade.
Ela está perdendo pessoas que se importam... que agora vão ser apenas pessoas que se importavam.
Não é maldade... ingenuidade? Talvez. Mas já ela passou do ponto onde ser caracterizada como "ingênua" servisse de desculpa para suas atitudes e escolhas.
O tempo passa rápido, logo vai ser tarde demais pra mudar, crescer  e viver sua vida sendo "outras pessoas" não é bem sua vida.
Quando tudo que essa pessoa diz soa extremamente irritante pra você, quando não dá mais pra entender o que se passa na cabeça dela.. o que você faz?
Você conversa com ela, você diz: "Hey, onde você tá indo? Pra onde a minha amiga foi?" ?
Ou você simplismente tenta não se importar, deixa que o tempo resolve..?
As vezes me dá um desespero.. eu quero pegar o telefone, ligar pra ela e dizer tudo o que eu penso da forma mais agradável possível!
Mas será que vai adiantar alguma coisa? Normalmente não.. mas eu devo tentar? Eu devo?