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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

The Casual Vacancy - Tristeza sem fim



Toda a alegria e magia que havia no mundo potteriano simplesmente desapareceu sem deixar rastros durante a construção deste livro. Um lugar onde todos os personagens sofrem de alguma maneira, uma cidade nascida e enraizada no preconceito que, infelizmente, é 50% justificado. J.K construiu a história de forma magnífica, pulando de um morador para outro sem nenhum tipo de separação, dando atenção à detalhes (e desgraças pessoais) de todos os integrantes de Pagford. Li lentamente porque de início, o enredo não me atraiu muito. Me esforcei um pouco mais (afinal o livro era da escritora da série Harry Potter, minha favorita) e descobri que não havia um grande clímax para chegar, nem mesmo um tópico principal realmente definido, embora um determinado acontecimento no início do livro dê algum sentido impulsional à narrativa.
Terminei de ler sentindo um misto de tristeza e felicidade. Triste pelo fato do livro acabar sem nenhum acontecimento efetivamente feliz para nenhum dos personagens (que é o que no fundo sempre esperamos que aconteça), e feliz pela minha própria sorte na vida. Sei que sempre reclamamos dos problemas que temos na vida, mas depois de ler "Morte Súbita" somos capazes de concluir com entusiasmo que nossa vida é melhor do que de qualquer um daquele livro. E faz com que pensemos no infortúnio de tantas pessoas que devem realmente nascer e crescer em uma vida como aquela, ou até em piores situações.
No fim, não tenho uma opinião definida sobre esta obra da J.K. Rowling. Não sou fã de finais como os deste livro, mas a maneira com que ele foi escrita é extremamente genial. 
A única observação certeira que tenho em mente é: leiam este livro.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Carente de atenção?

Você escreve para você ou para os outros?
Sim, porque isso é muito importante e vai definir que tipo de escritora você será.
Não existe problema nenhum em escrever para os outros, mas existem determinados assuntos que não serão levados com seriedade quando sua finalidade é simplesmente que as pessoas comentem sobre o seu texto.
Escrever para você mesmo trás um prazer inexplicável, um sentimento de real desabafo e satisfação. Não importa se ninguém verá ou se diversas pessoas irão falar com você sobre o que você publicou.
Fale sobre o que você sente, ou sobre algo que você leu ou viu. Tente sempre falar sobre temas que importam para você e que, de preferência, não existam quinhentos mil textos com a mesma abordagem.
Jamais escreva um texto mentindo sobre você mesma, pois isso cria um péssimo hábito.
Tudo bem produzir sua narrativa em cima da pessoa que você gostaria de ser, mas deixe claro que é um objetivo ou um sonho, para que ninguém (nem você mesmo) pense que é alguém que você não é.
São regras que eu criei pra mim mesma e pode ser que eu esteja errada, mas quando leio textos escritos e publicados em redes sociais com único intuito de ter um feedback dos amigos adicionados, me deixam chateada.
Não sei se realmente existem somente "dois tipos de escritores" como muitos autores alegam por aí, mas a  cada dia que passa parece que essa divisão fica mais evidente.
Você pode escrever para si mesmo E para os outros,  recebendo elogios da mesma maneira. Acho que no fundo, o respeito que você ganha pela sua "obra" está diretamente relacionado ao local em que você à publica.
Pode ser que eu ou você nunca cheguemos a ser escritores profissionais e nem publiquemos nenhum best-seller, mas durante o tempo em que acreditarmos que existe essa possibilidade, devemos seguir nossas ideias e algumas regras, dessas que criamos para nós mesmos.
Porque no fim, a opções que nos resta é exatamente essa: Você segue as suas próprias regras, ou àquelas impostas pelos outros?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

E agora, José?

O incrível é que, quanto mais você tenta ajudar uma pessoa que você ama, mas você acaba se prejudicando. Fui ajudar meu namorado com uma coisa, e por alguns meses senti como se realmente tivesse feito algo para melhorar a situação em que ele se encontrava naquele momento, e ao mesmo tempo estava relizando uma conquista pessoal. Só que o tiro saiu pela culatra, pois para ajudá-lo, eu precisava da ajuda da minha mãe, que é psicologicamente instável. Depois de quatro meses tudo começou a dar errado, minha mãe não queria mais me ajudar e eu não podia continuar fazendo aquilo sozinha, e só depois de muito choro e muita briga eu consegui convencê-la de adiar o veredicto dela por mais um mês. Claro que, para que isso acontecesse, tive que prometer a ela determinadas coisas que não estavam sobre o meu controle, mas no desespero do momento pensei que em trinta dias eu conseguiria resolver este problema. Falei com o meu namorado a respeito, contei sobre a data final que minha mãe tinha dado para que eu solucionasse a questão, ele disse que ia ver o que podia fazer e que ia falar com o pai dele pra tentar resolver, e eu fiquei tranquila, já que ele é uma pessoa que sempre consegue o que quer.
E aqui estou eu, com minha mãe gritando na minha cabeça falando que só faltam quinze dias pra data combinada e que nada tinha sido resolvido, e culpando meu namorado por isso. E meu namorado bravo com a minha mãe, achando que tudo é culpa dela e que ele não pode fazer nada a respeito, que ele vai até resolver a situação mas não vai dar pra ser no dia que minha mãe quer, que não depende dele e sim de outra pessoa, e que ele não pode recorrer ao pai dele já que tinha feito isso para resolver outras questões pessoais.
Sim, é de dinheiro que estou falando. Um dinheiro que não fui eu quem usei, mas sou eu que estou pagando o pato.
Sei que a culpa na verdade é minha, que eu não tinha nada que ter me metido nesse assunto, mas agora já é tarde para lamentar. Estou seriamente pensando em pedir um empréstimo e pagar eu mesmo essa dívida, só pra não ter que ouvir essa amolação.
Porque se eu disse pra minha mãe que vai demorar mais do que o esperado, ela vai um barraco tão grande, e vai querer brigar com meu namorado, vai brigar comigo, vai ligar pra família dele e pra minha, tudo isso por uma quantia que nem é tão terrível assim. E meu amado não quer falar com ela, porque disse que se fizer isso, eles vão acabar brigando.
Enfim, não tenho a quem recorrer. Se eu ao menos ganhasse na mega sena...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Muita história, poucos anos


Uma pessoa pode esconder muitos detalhes de si por baixo de um sorriso, e diferentemente de como todos supõe, nem todos estes detalhes são ruins. Muitas vezes, por trás daquele rosto aparentemente comum, você acaba descobrindo alguém muito interessante. Mais vezes ainda, você descobre como os outros te julgam pelo modo que você se veste, sem nem titubear ao te nomear com algum estereótipo.
Eu tinha treze anos quando resolvi que mudaria de estilo. Decidi que eu ouviria, vestiria e sentiria o rock and roll todos os dias a partir daquele ano. Tinha cabelos longos, então cortei na altura dos ombros. Comprei tênis de skatista, camisas de bandas, troquei meu nickname no mirc (bate- papo online da época) para “Lalá_hxcx”, porque agora eu era hardcore. Ao mesmo tempo em que sofria essas mudanças, o casamento do meus pais estava entrando em crise, porém, nunca relacionei minha transformação pessoal com os problemas matrimonias que eles viviam na época. Hoje em dia penso que, inconscientemente, posso ter sido mais afetada pelas brigas do que eu imaginava.
No ano seguinte, meus pais se divorciaram. Não me preocupei muito, pois sempre pensei que era melhor que eles se separassem do que ficarem discutindo constantemente. Eu e minha mãe nos mudamos para casa da minha querida avó, e apesar de amá-la muito, era extremamente desconfortável morarmos nós três  juntas, mais o meu avô e nossas duas cadelinhas da raça poodle. Coincidentemente (ou não), comecei a ter problemas na escola neste mesmo período, e quis mudar de colégio. Na minha cidade natal, Juiz de Fora, a maioria das instituições de ensino são católicas, e assim era na minha nova escola. Lá, conheci minha melhor amiga, Luiza. Juntas, pintamos uma parte de nossos cabelos de cores vivas, ela de azul, e eu de rosa. Enquanto ela manteve o tom azulado, eu mudei para o vermelho e depois para loiro, e quando já estava quase toda loira, pintei tudo de preto, embora isso tenha sido uns dois anos mais tarde.
Até aos dezoito anos, vivi intensamente. Fiz muitas amizades, algumas verdadeiras e outras nem tanto assim. Conheci pessoas de cidades distantes, e com  isso tive a oportunidade de ir visitá-las e explorar outros cantos do país. Conheci meu primeiro namorado (com quem fiquei por quatro anos, entre idas e vindas), experimentei a maravilhosa sensação de comparecer ao show de uma banda que eu era fã, e tive a oportunidade de conferir com meus próprios olhos como a “Galeria do Rock”, em São Paulo, só tinha produtos para roqueiros ricos. Claro que cometi alguns erros, fiquei bêbada com aqueles vinhos de quatro reais e entrei em uma boate com carteira de identidade falsa, mas acho que meu anjo da guarda é forte porque nada de ruim me aconteceu. Ao contrário do que grande parte da população pensa, os roqueiros não são drogados. Claro que conheci algumas pessoas que eram usuárias de substâncias ilícitas, mas não era porque escutavam músicas com um som mais pesado, e nem por isso tive curiosidade de experimentá-las. Para mim, que tive uma boa estrutura familiar e sempre tive muito juízo, nunca foi um mundo atraente. O que mais me incomodava era o jeito que as pessoas me olhavam só porque eu me vestia diferente, ou que me julgavam uma drogada só porque eu e meus amigos fazíamos parte de uma turma que tinha cabelos coloridos. E quando veio a moda emo então? Aí é que sofri bullying mesmo (embora naquele tempo este tipo de situação não tivesse nome). As pessoas não sabiam diferenciar os tipos de integrantes do mundo do rock, portanto, qualquer menina que usasse lápis de olho e cabelos coloridos era emo.
Quando completei dezenove anos, tudo mudou. Optei por uma mudança total de estilo, novamente. Renovei meu guarda roupa, resolvi que iria clarear os cabelos e que só usaria salto alto (o que necessitou de um bom tempo de prática). Conheci meu atual namorado em um site sobre Harry Potter no qual eu era editora, e depois de um ano me mudei para cidade dele, São José do Rio Preto, onde moro com a minha mãe e faço faculdade de jornalismo (e futuramente, um curso de moda também). Agora raramente bebo e meus lugares favoritos são o cinema e alguns restaurantes.
Agora com vinte e um, quem olha pra mim não acredita que eu já tive piercing no lábio (o que acarretou um silêncio de trinta dias do meu pai) e no nariz, que usei “alargadores” nas orelhas, que eu tinha o cabelo cor de rosa e que amo ler. O que restou daquela época? Ainda gosto das mesmas músicas, minha estante de livros cresce cada vez mais, assim como minha paixão por filmes e seriados (sou cinéfila de carteirinha), continuo semi vegetariana, não sei viver sem meu lápis de olho e minha cor favorita ainda é preto.
Tudo o que vivi adicionou uma grande quantidade de conhecimento para minha bagagem emocional, e quando olho para trás não tenho nenhum arrependimento. Sei que ainda sou jovem e que muitas coisas irão acontecer, mas sei que apesar das muitas palavras negativas que ouvi nesses anos que passaram, sinto que agora estou exatamente onde deveria estar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Laziness

Outro dia, li uma reportagem no jornal local falando da falta de filmes legendados sendo exibidos nos cinemas da cidade. Mas, por incrível que pareça, o jornal parecia favorecer aos filmes dublados.
Tudo bem, entendo que algumas pessoas possam ter dificuldades em acompanhar as legendas, ou se distrair com a leitura e não conseguir prestar atenção nas imagens... Só que o problema é a aniquilação de filmes legendados que está prestes a acontecer. Para mim, o nome disso é preguiça. Principalmente nos dias de hoje, onde precisamos estar em contato com o inglês mais do que nunca, já que a maioria dos filmes que vão para os cinemas são gravados nesta língua. Balançar a bandeira dos filmes dublados por puro sentimento nacionalista é uma desculpa esfarrapada para pessoas desleixadas quando o assunto é qualquer tipo de leitura. Não conheço muitas pessoas que gostam e tem o hábito de ler, e alegam que preferem filmes dublados.
Enfim, nossa sociedade precisa adquirir rapidamente o gosto pela leitura, é extremamente triste saber que pouquíssimas pessoas tem esta paixão pelas letras.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Complicadamente falando

Cheguei a conclusão que a amizade é superestimada. Sim, faz bem pra você ter amigos com quem sair. Mas o que você realmente precisa é de alguém que te ame e te respeite, alguém com quem conversar seja fácil, alguém com quem você não precise ter medo de expressar um pensamento por já saber que o outro irá criticar. Esta pessoa pode ser seu namorado... desde que ele seja seu amigo também. Não são muitos os que tem a sorte de encontrar um namorado que também seja seu melhor amigo, mas graças a Deus, eu fui uma desses sortudas. Como disse no post anterior, eu nunca tive facilidade em fazer amizades, acho que devo ser uma pessoa difícil... ou talvez não era pra ser mesmo. Ter colegas com quem conversar sobre diversos assuntos é o suficiente.
Não estou desmerecendo a amizade que algumas pessoas constroem e mantêm durante a vida, apenas penso que alguns de nós não somos capazes de realizar este feito. Amizades são ótimas, mas você não vai morrer se não tiver o elenco de "F.r.i.e.n.d.s" à sua volta.
Tudo bem, eu não estou a beira da morte, ainda tenho alguns anos pra mudar minha opinião, quem sabe eu encontre para mim algumas amizades eternas... mas acho que até agora, isso não aconteceu.
Amo as poucas amigas que tenho, sinto muito carinho por todas as outras que já passaram pela minha vida ocupando o lugar de "melhor amiga" no meu coração, mas neste exato momento, essa vaga não existe mais.
Meu namorado tem mais coisas em comum comigo do que qualquer pessoa que eu possa ter conhecido na vida (deve ser um dos motivos pelo qual ele é meu namorado), logo, não preciso de mais ninguém para alimentar o sentimento "amizade" por aqui. As coisas que por acaso não dê pra falar com ele, como sobre algum seriado que assisto e ele não, ou livro que li e ele não, eu posso dialogar com algumas meninas da minha faculdade, que são ótimas colegas quando não se trata de assuntos referentes à instituição de ensino.
Amizades como nos filmes, livros e seriados, só existem lá. No mundo da fantasia. Provavelmente este é um dos motivos que mais atraem os leitores/telespectadores para este tipo de falsa realidade. Não duvido que existam algumas casos por aí de amigos inseparáveis, mas creio que estes são bem raros.
Talvez eu só esteja meio desiludida com todo o conceito de amizades.
Posso estar completamente enganada, por isso mantenho minha mente aberta para alterações neste tópico.

Friendship

Sempre tive dificuldade em fazer amigos, mas nunca me faltaram alguns em quem confiar. A minha amiga mais antiga não tem nenhum gosto parecido com o meu, mas sei que com ela nunca me faltará um abrigo ou um conselho. As vezes sinto vontade de ter algumas amigas a mais, só para ser que nem naqueles filmes e seriados americanos. Lá, as meninas se conhecem ou desde pequenas, ou desde a faculdade, e a partir daí nunca mais se separam. Ao mesmo tempo, sei que mesmo não tendo muitas amizades, o que realmente vale é ter alguém pra te apoiar e apontar seus erros quando você precisa. Meu namorado é meu melhor amigo, e sei que com ele sempre vou ter um porto seguro. Ele, ao contrário de mim, tem muita facilidade em se comunicar com as pessoas, e todos gostam dele logo de cara. Contudo, ele também não possui uma coleção de amigos e tem pouquíssimas pessoas com quem contar.. ele diz que, talvez, só seja possível confiar em si mesmo. Sendo assim, não sei ao certo se ser comunicativa me traria boas amizades, pois isso não aconteceu com meu namorado. Então será que simplesmente temos indivíduos destinadas a entrar e a sair das nossas vidas, mas que em alguns casos nunca saem? Dizem por aí que as pessoas com quem mais temos afinidade nesta vida, foram próximas de nós em vidas passadas. Se isso for verdade, meu problema em me relacionar com os outros já é bem, bem antigo.